Dom Orione, um Semeador da Caridade

Missionário, educador, amigo, exemplo. Dom Orione foi mais que um padre. Foi mais que o fundador da congregação responsável por nossa paróquia. Seguindo fielmente o caminho de Jesus Cristo, Dom Orione foi semeador. Por onde passou, lançou sementes de fé, de solidariedade, de esperança, de trabalho conjunto. E, hoje, as obras que nasceram do sonho daquele religioso italiano, vindo de família humilde, desabrocham em diversos países do mundo. "Quero semear o Amor em todos os caminhos", ele disse.

Dom Orione faleceu em 12 de março de 1940. Foi o dia escolhido pela Igreja para ser o "Dia de Dom Orione". Por isso, todas as paróquias da congregação, espalhadas por vários lugares do mundo, celebram a memória deste homem que entregou sua vida totalmente a Deus e aos irmãos. "A fé move a história", ensinou ele, que sempre se colocou a serviço e nunca fugiu ao trabalho.

E esse trabalho começou bem cedo. Inspirado nos ensinamentos do mestre Dom Bosco, Luís Orione ainda era um seminarista quando decidiu dedicar-se aos jovens menos favorecidos de Tortona, Itália. Estava com 21 anos. "Excelência, há um grupo de 14 ou 15 meninos pobres, todos filhos de lavadeiras ou de gente que se ocupa no trabalho da lavoura; permite que se abra um pequeno colégio?", perguntou Luís Orione a Dom Bosco. Permissão concedida, o jovem seminarista conseguiu encontrar uma casa que abrigasse os jovens, mas não tinha dinheiro suficiente para alugá-la.

Entregou o trabalho nas mãos da Divina Providência. Não passou muito tempo e o dinheiro veio por meio de uma velhinha sua amiga, que lhe ofereceu uma boa quantia em troca do estudo de seu sobrinho. "Ó Divina Providência, tu realizas os grandes desígnios de Deus no mundo", disse, agradecido, Luís Orione. A casa passou a chamar "Coleginho de São Bernadinho" e atendia jovens pobres com vocação sacerdotal. Assim brotou a primeira semente de Dom Orione, sob as bênçãos de Deus.

"Sabia ver em cada homem a imagem de Deus e situar-se no rumo certo para ajudá-lo a se desenvolver", escreveu sobre ele seu grande biógrafo, Padre Pattarello. "A opção preferencial pelos pobres crescia em sintonia com a opção pelo homem, começando pelos jovens desvalidos e desamparados." Mais tarde, ele fundou a Pequena Obra da Divina Providência, uma congregação religiosa humilde, mas moderna em seus homens e métodos, toda e unicamente consagrada ao bem do povo. Dom Orione enviou seus religiosos ao Brasil em 1913. Oito anos depois, ele próprio veio ao Brasil e conheceu o bairro do Bixiga. Voltou em 1937, para intensificar os serviços de sua congregação religiosa. "Foi seu ardente desejo comunicar Cristo às multidões no impulso da caridade, caridade que é amor feito serviço", comentou Padre Pattarello no livro Perfil de Dom Orione.

Teve uma vida iluminada em sua simplicidade, deu um testemunho firme de quanto a caridade nos torna plenos. Por tudo o que construiu e semeou, Dom Orione recebeu a beatificação em 1980, quarenta anos depois de sua morte. Seus passos são lembrados sempre, nos Pequenos Cotolengos e Centro Educacionais do mundo, nas palavras frutíferas dos religiosos orionitas, no dia-a-dia das comunidades perseverantes que entregam suas atividades à Divina Providência. "Bem-aventurados aqueles que padecem alguma coisa, que sofrem no espírito e no corpo em nome e por amor de Jesus Cristo", nos incentiva Dom Orione. Assim seja.



Movimento Laical Orionita

 


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