Símbolos de Natal

Celebrar o Advento e o Natal, deixando-se envolver pelo espírito de paz e alegria, está ficando cada vez mais difícil. O ritmo de vida está mais acelerado e as exigências na vida profissional e social estão maiores. O sentido da celebração natalina foi esquecido. Redescobrir e vivenciar a riqueza dos símbolos e tradições de Natal pode resgatar o significado do nascimento de Jesus Cristo para a nossa vida e pode nos encher do espírito natalino.

COROA DE ADVENTO

A coroa de Advento é uma folhagem verde, sinal de esperança e vida, enfeitada com uma fita vermelha, que significa o amor pelo Filho de Deus que vai nascer. Na coroa encontramos 4 velas, uma para cada domingo do Advento. A primeira vela acesa simboliza o perdão a Adão e Eva. Eles morrem nesta terra, mas viverão em Deus. A segunda vela acesa representa a fé dos patriarcas. Eles creram no dom da terra prometida. A terceira vela simboliza a alegria do rei David, que celebrou a aliança e sua continuidade. Esta terceira vela tem uma cor mais alegre, particularmente o rosa, para distingui-la das outras mais sóbrias. A última vela simboliza o ensinamento dos profetas, que anunciaram um reino de paz e de justiça. As velas acesas simbolizam nossa fé e nossa alegria pelo nascimento de Jesus.

PRESÉPIO

Criado por São Francisco de Assis, no século XIII, na região de Úmbria, com gente viva e não bonecos para reviver o ambiente do nascimento de Jesus, entre camponeses, servos analfabetos e pastores malcheirosos. O presépio nos faz participantes do parto divino. A realidade do presépio faz com que lembremos os ensinamentos de Jesus: pobreza, simplicidade, humildade, fé. A linguagem do visual, às vezes, fala mais alto do que as palavras. Torna-se expressão de uma fé viva. A forma do presépio vai se adaptando à evolução da arte através da história. Deus não nasceu apenas há dois mil anos, nasce também no mundo de hoje.

OS TRÊS REIS MAGOS

O Evangelho de Mateus é o único a relatar a vinda dos sábios do Oriente. Sobre este texto dos evangelhos da infância foram acrescentadas inúmeras lendas, uma das quais dizendo que eles teriam vindo da Pérsia, por ser uma cultura versada na astrologia. No século V, Orígenes e São Leão Magno propõem chamá-los de reis-magos. No século VII eles ganham nomes populares: Baltazar (deformação de Baal-Shur-Usur - Baal protege a vida do rei), Belquior e Gaspar. Eles trazem ouro, incenso e mirra para o menino Rei, Deus e Salvador. No século XV, lhe são atribuídas etnia: Belquior (ou Melchior) passa a ser de raça branca, Gaspar, amarelo, e Baltazar, negro, para simbolizar o conjunto da humanidade que vê e conhece o Salvador.

BOI E JUMENTO

Boi e jumento aquecem o Menino, na madrugada fria e na ausência de carinho desta humanidade que recebe em frágil corpo o Criador do Universo. Esta representação que nos chega dos escritos apócrifos é uma linda lenda dos primeiros tempos do cristianismo. Nenhum dos textos do Evangelho fala da presença destes animais. Seria uma reminiscência do texto do profeta  Habacuc, que diz que o Messias se manifestará entre dois animais. Belo texto do século VI, conhecido como o Evangelho do pseudo-Mateus, faz a descrição da cena com o boi e o jumento. Este evangelho apócrifo teve grande impacto no imaginário popular. Já nos primórdios das festas de Natal mantinha-se a ligação ecológica com todo o mundo vivo. Será um jumento que levará o recém-nascido para o Egito fugindo da perseguição e um outro asno a fazer Jesus entrar triunfal em Jerusalém antes de sua morte. Representam estes animais o calor da criação que quer ver vivo tudo o que nasce e deve viver.

ÁRVORE DE NATAL

O pinheiro foi escolhido para ser árvore de Natal porque, nos países frios, as árvores estão totalmente desfolhadas na época de Natal, menos o pinheiro que continua viçoso, com suas folhas verdes. Como símbolo da vida, nós o enfeitamos para receber Jesus Cristo, a verdadeira vida. A árvore de Natal tem um profundo sentido, sobretudo quando a família se reúne em torno dela para comemorar o aparecimento de Jesus, através da leitura da Bíblia, da oração, dos cânticos natalinos e da confraternização na troca de presentes.

ESTRELA DE NATAL

Na ponta da árvore de Natal e muitas vezes sobre o o presépio se coloca a Estrela de Belém. Simboliza a estrela-guia dos magos e sábios do Oriente. O evangelista Mateus narra que no nascimento de Jesus apareceu no céu uma estrela que guiou os pastores e magos até a estrebaria de Belém. Cristo é a nossa estrela, quanto mais nos aproximamos de sua luz, mais poderemos ser luz guiando outros ao encontro de Deus.

 

Bolas Coloridas

As bolas coloridas que enfeitam o pinheirinho querem representar os frutos da árvore viva que é Jesus. Jesus nos ensinou o amor, o perdão, a verdade, a oração, a fé, a esperança. Todas estas virtudes são como frutas da árvore. As pessoas unidas a Cristo também produzem estes frutos.

 

SINOS

O sino é sinal de alegria. Um grande acontecimento é anunciado com o toque festivo dos sinos. O sino lança mensagens no ar. O nascimento de Jesus é a grande mensagem que precisa ser anunciada para a libertação do ser humano.

 

ARRANJOS SECOS

Os arranjos secos trazem uma mensagem de alerta: O que está seco não tem vida. Olhando-os, refletimos sobre a nossa situação de distância daquele que é a vida verdadeira: Jesus Cristo. Jesus veio para que tudo se desenvolva, para que tudo tenha vida. Há em nosso mundo muitos sinais de morte que podem ser vencidos pela mensagem de vida que Jesus quer comunicar através de nós.

PRESENTES DE NATAL

Jesus foi o grande presente de Deus para nós. Por isso, no Natal presenteamos aquelas pessoas que nós amamos, lembrando da alegria que estamos sentindo pelo fato de Jesus ter nascido entre nós. Doar presentes para a felicidade das outras pessoas é viver o amor, a doação que Cristo nos ensinou.

VELAS DE NATAL

As velas simbolizam a presença de Cristo como luz do mundo. Ele próprio disse: “Eu sou a luz do mundo” . Acendendo velas no Natal queremos alimentar a nossa fé e nos desafiar mutuamente a sermos também luz para o mundo. Cristo, a luz do mundo, convida-nos a nos tornarmos luz, alegria e felicidade para as outras pessoas. Isto exige a doação de si mesmo, como a vela se consome ao iluminar.

PAPAI NOEL

A origem do Papai Noel tem pouco a ver com Jesus Cristo, mas não deixa de ser um símbolo de Natal, mesmo que ligado ao aspecto consumista. O Papai Noel surgiu da fusão de duas figuras: São Nicolau, um bispo muito humanitário que viveu na Europa, e uma divindade nórdica. O bom velhinho distribui balas e presentes para as crianças, trazendo-lhes a felicidade.

Contam seus biógrafos que este bispo salvou da prostituição três moças jogando-lhes, à noite, pelas janelas, três sacos de ouro como dote de casamento. Dizia-se também de forma lendária que São Nicolau no dia de sua festa em 06 de dezembro de cada ano, passaria de telhado em telhado depositando presentes nas meias colocadas nas chaminés. Ele estaria acompanhado de um "homem mau" encarregado de punir as crianças desobedientes.

Nicolau foi substituído em alguns países pela lenda do menino Jesus que distribuiria presentes na noite do dia 24 de dezembro. Unindo estes contos às antigas lendas nórdicas, renas, trenós de neve e gnomos míticos, temos hoje todos os ingredientes de um conto infantil do hemisfério norte, capaz de comover até os adultos que ainda sonham com sua infância.

O atual Papai Noel, de roupa vermelha e saco às costas, nasce nos Estados Unidos na metade do século XIX como um São Nicolau transmutado em gnomo ou duende e, logo em seguida foi transformado em um simpático velhinho. Ele é introduzido na Europa depois da Primeira Guerra Mundial e se impõe pouco a pouco pela pressão comercial e daqueles que querem festejar o Natal sem referências religiosas.

CARTÕES DE NATAL

O envio de cartões de Natal é uma maneira muito bonita de comunicar o evangelho de Jesus Cristo. As mensagens de Natal ajudam-nos a compreender que Jesus Cristo continua nascendo entre os seres humanos. A arte e o cuidado com a confecção das mensagens são formas preciosas de desejar um Feliz Natal e Feliz Ano Novo que se aproxima.

CEIA DE NATAL

Na ceia de Natal, as famílias reúnem-se para festejar o nascimento do filho de Deus. Costuma-se colocar no centro da mesa uma vela para simbolizar que Cristo é a nossa luz e está presente entre nós. Assim, reunir-se na noite de Natal para participar da ceia significa celebrar a vida, partilhar o amor e a reconciliação.

PANETONE

O bolo recheado de frutas secas e uvas secas é uma tradição do Natal italiano. Ele foi criado na cidade de Milão, não se sabe ao certo por quem. Existem três versões. A primeira é que o produto nasceu no ano 900, inventado por um padeiro chamado Tone. Por isso, o bolo teria ficado conhecido como pane-di-Tone . A segunda versão da história diz que o mestre-cuca Gian Galeazzo Visconti, primeiro duque de Milão, preparou o produto para uma festa em 1395. E a última versão conta que um certo Ughetto resolveu se empregar numa padaria para poder ficar pertinho da sua amada Adalgisa, filha do dono. Ali ele teria inventado o panetone, entre 1300 e 1400. Feliz com a novidade, o padeiro permitiu que Ughetto se casasse com Adalgisa. No Brasil, a tradição surgiu depois da Segunda Guerra Mundial. Imigrantes italianos resolveram fazer o mesmo panetone consumido por eles na Itália na época de Natal.

ANJOS

Um anjo anunciou a Maria que ela seria mãe de Jesus, falou com José a respeito e anunciou a boa nova: "Glória no mais alto dos céus e paz na terra aos homens de boa vontade". Esta mensagem do anjo traz muita alegria a todos nós. Os Anjos surgem nos céus para confirmar o nascimento do filho de Deus. Pela melodia que entoam prenunciam um novo tempo. Como símbolo de Natal o anjo quer nos desafiar a sermos mensageiros da boa nova de Deus para a humanidade: “Nasceu para vós hoje um salvador!”

CANÇÕES DE NATAL

As canções de Natal constituem um símbolo de comunicação sonora. Através das mensagens cantadas anuncia-se o nascimento de Jesus. Algumas canções são tão significativas no Natal que não se pode imaginar uma celebração natalina sem elas, como por exemplo “Noite Feliz” , de Franz Gruber, composta em 1818. As apresentações de corais também são uma característica da época de Advento e Natal.