Unção dos Enfermos
"Está alguém enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam orações sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá. Se ele cometeu pecados, ser-lhe-ão perdoados" .
(Tiago 5,14-15)
Unção dos enfermos é o sacramento onde Cristo se manifesta com sua graça, sua força, seu perdão, infundindo serenidade e, muitas vezes, restituindo a saúde. É Sacramento-vida para quem se avizinha da morte, lembrando que somos todos peregrinos a caminho da Ressurreição. Onde existe fé, brilha sempre uma esperança: a morte não é o fim, mas o início de uma vida nova. A vida eterna com Deus.
É a última purificação que Cristo nos propicia, antes de empreender a GRANDE VIAGEM e adentrar a Casa do Pai. Limpa nossas últimas culpas, por isso a unção nas diversas partes dos sentidos.
Pode ser repetido. Não se deve deixá-lo para os estertores da morte, para a última hora. Não se trata de um "tiro de misericórdia", embora tenha uma conotação de Sacramento do ADEUS, de partida final rumo à eternidade.
A morte nos lembra a fugacidade da vida. É sabedoria viver para a eternidade. Só o AMOR CONSTRÓI A ETERNIDADE. Tudo morre, menos o amor, que revela na compreensão, na bondade, na misericórdia. A morte envia recados: desconversamos, normalmente; não queremos nem pensar. Diante de um cadáver, nos sentimos pequenos, silenciamos. A morte nos fala da vaidade humana, das nossas futilidades, dos nossos apegos infantis. A morte é a ponte... que leva a Deus.