ANO DA EUCARISTIA

 

Convidados e desafiados pelo papa João Paulo II, inspirados em sua carta Apostólica Mane nobiscum, Domine ( Permanece conosco, Senhor), em sintonia com o projeto Queremos ver Jesus, Caminho – Verdade - Vida , no contexto do Ano da Eucaristia, do Sínodo dos Bispos sobre Eucaristia e do Congresso Eucarístico Nacional, assumimos com alegria viver e celebrar mais intensamente o Mistério da Eucaristia, de 17 de outubro de 2004 a 29 de outubro de 2005.

O papa pede que não se interrompam os planos e as atividades pastorais em andamento nas paróquias e dioceses, mas que se acentuem neles a dimensão eucarística: centro, fonte e cume da vida cristã e da missão da Igreja.
João Paulo II insiste que não se façam coisas extraordinárias, mas que todas as iniciativas sejam marcadas por uma espiritualidade eucarística e diz que o Ano da Eucaristia terá produzido um resultado significativo se nas comunidades acontecer o reavivamento da celebração da missa dominical e o incremento da adoração eucarística fora da missa.

Assim segue abaixo texto sobre Maria ofertando Jesus ao Mundo e ele se ofertando na Eucaristia

Na Luz de Maria, comungamos Jesus.

Nesse elenco de ações maravilhosas de Jesus para a salvação da humanidade, a última ceia com os discípulos tem grande importância. Nessa ceia, reconhecendo que sua hora está chegando, Jesus quer “edificar recordações”, como símbolos vitais que propiciam a renovação constante da aliança. A ceia eucarística se realiza como um encontro testamentário, no qual Jesus se revela, expõe os artigos de seu testamento e determina sua perene aliança.

As narrativas bíblicas apresentam os apóstolos como símbolos das tribos da antiga aliança. Eles representam as colunas do povo de Israel que, em unidade, edificam o templo de Javé. Os apóstolos de Jesus representam as colunas da nova humanidade que, pelo sangue do cordeiro, selam uma nova aliança com todos os povos da terra.

Na contemplação dos caminhos da salvação cristã. Penetramos o mistério da eucaristia e entendemos a renovação do pacto de Jesus com seus fiéis.

Como um pai que parte para muito longe e que reúne seus filhos para uma ceia de despedida, Jesus reuniu seus discípulos para cear. Escolheu a ceia pascal, pois é a ceia que marca a libertação. Na ceia pascal, o povo hebreu assinalou sua libertação do Egito para a terra prometida. Na ceia pascal de Jesus, seus fiéis seguidores marcam a libertação do pecado e da morte, para a busca da vida plena.

Foi muito mais que uma ceia simbólica, uma vez que os símbolos da recordação – o pão e o vinho – foram transformados em sacramentos da vida de Cristo. Além de oferecer esses alimentos como comunhão espiritual, Jesus se presentifica neles e se torna seu próprio corpo e seu próprio sangue. Ao tomar o pão e o vinho e anunciar que essas espécies eucarísticas se convertem em sua própria vida, em comunhão e partilha, Jesus instituiu o mais elevado de todos os sacramentos de sua vida.

O pão se torna seu corpo, sinal de partilha e de comunhão universal. Entrar em comunhão com o pão eucarístico significa unir-se a Jesus Cristo de forma radical e partilhar o destino da humanidade. Jesus está presente no pão que se partilha; além disso, ele é o próprio pão. Podemos afirmar ainda mais profundamente: o pão que se partilha é o próprio Jesus. O pão é o símbolo mais elevado da vida. A vida é Jesus, que está presente no pão consagrado. Não apenas a vida material; não apenas a vida espiritual; mas a vida em toda a sua plenitude, sua corporeidade e seu espírito. Partilhar o pão eucarístico é realizar um pacto de amor com Deus, que nos compromete com a humanidade. Partilhar o pão no altar significa partilhar a vida e comprometer-se com os caminhos da humanidade.

Para a partilha do “vinho eucarístico”, a compreensão de sua mística é ainda mais significativa. O vinho se associa à imagem do sangue, que recorda a oferenda do cordeiro, imolado na festa pascal. O sangue do cordeiro se relaciona ainda com a aspersão sobre o povo, para a remissão de seus pecados. Na oferenda de sua vida, como conseqüência de sua missão redentora, Jesus toma o lugar do cordeiro sacrifical da aliança do Sinai. Doravante, nenhuma vítima deverá ser imolada e ninguém se oferecerá em sacrifício, pois o cordeiro de Deus se ofertou para restaurar os laços rompidos pelos nossos pecados. A oferenda de Jesus, que culminou com seu martírio, entristeceu o céu e a terra, mas tornou-se a verdadeira oferenda agradável ao Pai. Na cruz, como na ceia eucarística, a comunhão trinitária é absoluta. A trindade se unifica no mistério pascal de Jesus Cristo, assim como estava unida na ação criadora de Deus Pai. A trindade continua unida na presença do Espírito Santo durante os séculos.

Fonte : Nos passos de Maria

Padre Antonio Sagrado Bogaz