Dom Luis Orione, um padre diferente

 


No século passado ocorreu na Igreja uma verdadeira primavera de lideranças religiosas. Muitos foram os homens e as mulheres que, atentos aos desafios da época, fundaram institutos e congregações. Entre eles está Dom Luís Orione, cuja família religiosa por ele fundada sob o nome de Pequena Obra da Divina Providência, encontra-se espalhada por mais de trinta países dos vários continentes. Ao ser beatificado em outubro de 1980 pelo Papa João Paulo II, quarenta anos depois de sua morte, Dom Orione intensificou ainda mais sua transcendente presença na obra por ele constituída, que por humildade dizia que não fora iniciativa sua, mas obra da Divina Providência.

A audácia apostólica e a pedagogia empreendidas fizeram com que as pessoas vissem em Dom Orione um padre diferente. Ele mesmo dizia que era o padre de todos, mas sobretudo daqueles que não vão à igreja. Com o objetivo de congregá-los na comunidade eclesial, o sacerdote Luís Orione jogava aí toda a sua criatividade para convencê-los. A sua metodologia era freqüentemente coroada de sucesso. Muitas pessoas indiferentes à prática da fé tornaram-se fervorosas e militantes. Ao perceberem o efeito da presença de Dom Orione em suas vidas, diziam: Este é o homem dos impossíveis!

Na segunda e última vez em que esteve no Brasil em 1937, Dom Orione, como que pressentindo sua morte que ocorreria três anos depois, disse do alto do Corcovado no Rio de Janeiro: "O que não fiz pelo Brasil em vida, o farei após a morte". É com satisfação que hoje pode ser verificada a promessa feita por Dom Orione. Os seus religiosos e religiosas estão presentes nos diversos Estados brasileiros, testemunhando o seu particular carisma de amor e dedicação aos pobres. Nos últimos anos, retomando o anseio do fundador, os orionitas estão intensificando a sua ação missionária fazendo-se presentes com audácia em novas regiões nos continentes. Hoje, mais do que nunca, a Igreja necessita de padres diferentes, capazes de ir ao encontro do povo assim como o Beato Luís Orione o fez.

Pe. Toninho

"Amar as almas, querer salvar todas as almas, ajudar Jesus a salvá-las, a salvar e santificar nossas almas e as almas de nossos irmãos, com toda nossa abnegação, com toda renúncia de nós mesmos, com todo sacrifício, com todo nosso sacrifício, como hóstias puras de Jesus, como cordeiros de Jesus, atrás de Jesus e todo para Jesus". Dom Luis Orione

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